Segue o bloquinho de papel amarelado (já não serão muitos registros):
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11/3/13
Este é um diário de leitura, mas faço inicialmente um registro de "não leitura" que me incomoda. Tem sido difícil acompanhar devidamente o curso MBA a distância como tutor. É uma situação em que leio quase que tão somente por obrigação, e esse é o pior tipo de leitura, sem dúvida. Preciso conseguir escavar alguma motivação do fato de a minha leitura poder contribuir de algum modo para a qualidade do aprendizado dos meus "alunos". Quanto às leituras propriamente ditas, terminei A garota das laranjas. É muito bonito e me agrada o confronto de duas liberdades — do pai e do filho. Ambos declaram uma opção niilista por princípio, mas parecem ceder em vista de um argumento de utilidade da sua existência. É um percurso racional, que arrasta consigo depois a afetividade (alguns podem tender a achar o contrário, mas essa inversão não me convence). Sem perceber, uni ao final as duas preocupações deste registro. Tomara que eu também complete o meu percurso racional de modo frutuoso.
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Não posso dizer que o completei. Mas é uma exigência, mais do que nunca.
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