terça-feira, 11 de março de 2014

Fraude e enigma

Com mais dois registros curtinhos terminam as notas de um ano atrás no caderninho de folhas amarelas. Eis a penúltima:

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14/3/13

Ainda a respeito de Viagens: parece que o autor/narrador vive uma divisão. Ele exalta a simplicidade, a pureza dos lugares e costumes simples, mas se deleita em comparações com ambientes sofisticados que não encontra nessas viagens. Por quê?

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Não é bem uma resposta, mas uma pista, dada pelo próprio Garrett e lida hoje, nesta minha — até agora, ao menos — mais bem-sucedida viagem pelas viagens dele: "Oh! que existências que eram aquelas quatro! [Na passagem, narra-se um episódio em que os personagens ocultam uns dos outros uma verdade que, no fundo, todos conhecem; e é patente também que todos se dão conta da mentira.] Esse frade, essa velha, essas duas crianças! E a maior parte da gente que é gente, vive assim... E querem, querem-na assim mesmo, a vida, têm-lhe apego! Oh, que enigma é o homem!" (GARRETT, Almeida. Viagens na minha terra. Porto Alegre: L&PM, 2013. p. 105-106)

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